Acho que uma das maiores paixões do brasileiro, em especial da classe masculina, os carros não podem ficar de fora de qualquer rodinha do "clube do bolinha".
Novos, clássicos, sua potência e seu design. É, realmente carros são a paixão de pelo menos grande parte dos debates entre homens. Incrível como basta apenas um belo roncar de motores pra inspirar qualquer jovem ou senhor a desencadear uma conversa que pode se estender por horas a fio.
Entre nós, os idealizadores desse blog, não podíamos (dentre tantos) deixar de abrir um post sobre carros, sem que falássemos dos modelos clássicos que encantam e fazem-nos se perguntar o porque saíram de linha?! Nesta linha automobilística clássica, sou obrigado a falar do meu "menino dos olhos", e esse que seria/é uma das mais belas criações da GM, o nosso querido: Opala. Que por aproximadamente 24 anos fez os olhos de muitos brasileiros brilharem e sonharem com um desses em suas mãos.
Talvez possa parecer ironia um jovem de 23 anos ter tamanha admiração por algo que foge ao seu tempo, mas enfim, as vezes aquela sensação de ter nascido na época errada se dá, e divago-me pensando que após de tanta tecnologia, algumas arquiteturas (não só no setor automobilístico, mas em vários outros âmbitos) arredondaram-se tanto, e perderam seus detalhamentos, que eram o charme de qualquer carro clássico, é ressalto antes de qualquer coisa, não são carros velhos e sim antigos, e isso faz toda a diferença.
Em uma breve história, o Opala, foi lançado pela Chevolet no Brasil no ano de 1968, na abertura do VI Salão do Automóvel. Seu modelo combinava o Opel Rekord (GM) alemão com o Opel Commodore. O mesmo passou por diversas modificações e aprimoramentos ao longo dos seus 23 anos e 5 meses de produção continua. Contava com 3 modelos distintos: Coupé (2 portas), Sedan (4 portas) e Station Wagon (2 portas).
Entre as qualidades envoltas do Opala, podemos destacar seus freios, direção e suspensão bastante equilibrados, sobretudo nos modelos à partir da década de 1980, que possuía modelos de 4 e 6 cilindros
No Brasil estima-se que durante seu processo de produção, tenha sido vendidos em torno de 1 milhão de Opalas pelo país à fora (um número razoável se pensarmos numa época em que não havia financiamento e crédito para compra de um automotor) .
Dentre muitas coisas do Opala, podemos ressaltar que foi considerado um carro referência de bom gosto e status de "elite", muito utilizado por altos cargos do governo e por executivos importantes, entre eles, podemos destacar a trágica morte do presidente Juceslino Kubistchek, envolvendo nosso saudoso Opala.
O Opala também mostrou potência nas pistas de Stock Car. Entrou oficialmente em 1979 quando a categoria foi lançada, permanecendo até 1986. PS: Destaque era que o Opala corria com motor de 6 cilindros de 4,1 litros.
Em 1980 é lançado o famoso modelo Diplomata, que após 3 anos ganhou câmbio de 5 marchas e em 1990 também o modelo 4,1 litros na versão motor a etanol. Infelizmente, em 1992 com a abertura do mercado brasileiro para a importação de carros, a fabricação do Opala foi suspensa.
Enfim, em uma breve história, podemos perceber que o Opala não era apenas um carro, e sim toda uma cultura por trás de sua mecânica e design.
Hoje o Opala é alvo de colecionadores, e isso faz com que os carros em maior estado de conservação cheguem a custar mais de 50 mil reais (mais caro que muitos carros atuais), e com a imensa dificuldade de se encontrar peças originais e seu alto índice de assaltos/furtos, o seguro para um modelo desses chega ao valor de até 3 mil reais.
*Detalhes da restauração de um raro Opala Luxo, ano 1974, na cor preta pela oficina curitibana Totty Hot Toys de Curitiba-PR. Esse projeto funcionou como uma especie de laboratório para treinamento de mão especializada em muscle cars e hot rods.


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