Depois do futebol o assunto é...

A união de três amigos do curso de Ciências da Informação e da Documentação para falar de assuntos pertinentes ao universo masculino e seus adjacentes. O mesmo inicia-se sob uma perspectiva acadêmica do uso de ferramentas Web 2.0 dentro da abordagem no campo informacional e/ou Sociedade da Informação.
Neste blog você vai encontrar tudo o que nós homens gostamos de desperdiçar em nosso tempo vago e de descontração com os amigos, as vezes nem sempre tão vago assim, mas que faz parte do nosso universo. Aqui você encontrará temas como: carros; bebidas; festas; eventos; esporte; comportamento; comparativos entre os "clubes do Bolinha e da Luluzinha"; etc. Procuraremos aqui disponibilizar um conteúdo descontraído, que possa entreter a todos que aqui visitarem. Sejam bem-vindos!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Depois do Futebol o assunto é... Moto!



Acho que um dos sonhos de consumo dos marmanjos, todos nós já sonhamos em ter uma dessa maquinas em nossa garagem... Que garagem o que! Queremos vento no rosto e asfalto sem fim!
Mas num vou falar de qualquer moto, vou falar do ícone, da lenda.

Vou falar de Harley-Davidson...


  
Em 1903, na pacata cidade de Milwaukee, no estado norte-americano de Wisconsin, dois jovens resolveram instalar um motor num quadro de bicicleta, com a intenção de se locomover mais rapidamente e mais comodamente nas subidas. Estes dois jovens foram Arthur Davidson e William S. Harley, respetivamente escultor e desenhista, que se lançaram numa arriscada união.
Se bem que tenham tido o cuidado de associar aos seus trabalhos Ole Evinrude, um motorista, diz a lenda que na primeira máquina assim criada, entre outros detalhes, o carburador era feito de uma lata em conservas. Foi uma falha completa: o engenho recusou-se terminantemente a andar. O motor, demasiado fraco, não conseguiu propulsionar o conjunto. Os inventores voltaram a tentar o enxerto adaptando desta vez um motor de 400 cm³, nitidamente mais potente do que o primeiro. Como resultado, a máquina andava, mas desta vez foi o quadro que manifestou rapidamente drásticas sinas exteriores de fraqueza. Sem o saberem, os nossos amigos acabavam de enfrentar a pedra angular, o segredo de uma boa moto: a harmonia síntese de um quadro e de um motor. De surpresas desagradáveis a progressos encorajadores, os nossos dois amigos, instalados no seu local de trabalho (8m²), conseguiram finalmente construir a sua primeira verdadeira maquina: tinha nascido à lendária Silent Gray Fellow. O motor de um cilindro inclinado de 410 cm³ que desenvolvia 3 cavalos estava equipado com uma válvula de admissão automática e com uma transmissão de correia. Produziram-se três exemplares, todos cinzentos, já com a cor fetiche da nova marca. 
Encorajado pelo seu brilhante resultado, William S. Harley tomou a decisão terminante de se inscrever na universidade de Wisconsin a fim de melhorar os seus conhecimentos de mecânica. Em boa hora o fez, pois, graças a um motor retificado de 450 cm³ e desenvolvendo 4 cavalos e a um quadro finalmente digno desse nome, saíram 50 exemplares das oficinas Harley-Davidson em 1906.

A partir de 1907, a notoriedade Harley e Davidson, aos quais se juntaram os primos William e Walter Davidson, começa a sair do Estado de Wisconsin, e são produzidas pelo menos cem maquinas todos os anos. A fim de fazer a demonstração flagrante da qualidade das motos doravante fabricadas, Walter Davidson envolve-se de desporto motociclista e alcança a vitória, em 1907, numa famosa corrida de resistência.
Organizada pela Federation of American Motorcyclists, e nela bate o recorde de sobriedade percorrendo 300 km com menos de 5 litros de combustível. Finalmente, recompensa suprema: em 1907, a polícia americana começa a equipar-se com motos Harley-Davidson. Desta vez, a Harley-Davidson estava de fato lançada. Nesta época a moto Harley-Davidson esta ainda bastante longe do mito, mas começa indiscutivelmente a aproximar-se dele. Assim, o primeiro V-Twin será construído em 1909, associado a duas outras iniciativas na época: o acelerador de punho rotativo e a forquilha em paralelogramo, precursora daquela que se tornou celebre na futura Springer.
A partir de este momento as cilindradas vão suceder-se a as inovações técnicas multiplicar-se: o motor bi cilíndrico de 1000 cm³, o monocilíndrico de 600 cm³, a famosa válvula de escape lateral; mas eclosão igualmente de ideias que marcarão uma época, como o selim suspenso, a caixa de duas velocidades (depois três) e um sistema de lubrificação automático. Sempre paralelamente ao seu desenvolvimento industrial às máquinas Harley-Davidson percorrem os circuitos com um sucesso garantido desde a criação de um verdadeiro serviço de corrida oficial. Em 1915, Leise Pakhurst, vence o Troféu Nacional da Hora da FAM, em Birmingham, Alabama, e consegue mais de vinte e cinco vitórias ao longo da época. Ainda em 1915, Floyd Clymer bate o recorde do mundo da hora em dirt track em Dodge city, a 132 km/h, numa máquina equipada com um V-Twin com oito válvulas com duas saídas de escape por cilindro.
Embora esteja muito afastada da imagem do desporto motociclista, foi neste terreno que a marca provou a sua confiabilidade e a eficácia das soluções técnicas adaptadas e revolucionarias no seu tempo. Ninguém esqueceu os anos 70, não tão afastados como isso, no decurso dos quais especialmente as XR reinaram sozinhas nas pistas de cinza dos EUA. No futuro, talvez voltemos a ver na categoria dos twins, tão estimada do outro lado do Atlântico, uma Harley-Davidson multiválvulas "bater" as italianas, as alemãs e as japonesas.

Adorar ou não suportar, mas é um fato: ninguém é insensível a uma Harley-Davidson! Todo mundo já ouviu falar nas celebres maquinas americanas, já cruzou um dia com biker mais ou menos autêntico e ouviu os sons baixos tão característicos do mais celebre motor do mundo. Copiadas no melhor dos casos, plagiadas muitas vezes, as máquinas de Milwaukee escreveram a sua historia nas próprias raízes do povo americano. Associada ao cinema, à música, às tradições do povo americano, ao serviço da polícia e do camponês do Middle West, as Harley-Davidson atravessaram o século 20 com sortes diversas, mas elas ai estão e sempre estarão. Deus salve a Harley...

 




domingo, 24 de junho de 2012

Depois do futebol o assunto é... Barba!

Hans Langseth e a maior barba do mundo  
Depois do futebol” não poderia deixar de fora um dos temas mais pertinentes aos homens, e muitas mulheres, até mais não?! Sim, a barba, esse conjunto de pelos na face masculina que é motivos de ódio e muita felicidade entre homens e mulheres mundo a fora. Ao longo da história da humanidade a barba foi aplicada a diversas mistificações e conceitos relacionados ao seu uso. E ainda digo mais, pra quem não sabe, existe uma área de estudo da mesma, chamado pogonologia.

Religiões como o judaísmo ortodoxo, e grande parte das manifestações religiosas do oriente médio, consideram a barba como requisito fundamental para a permanência do sujeito em determinado ritual. No judaísmo em específico, os judeus são “obrigados” a seguir os 613 Mitzvot, preceitos de alta iluminação da fé judaica, todos sendo considerados extremamente importantes para alcançar ao eterno Deus de Israel. O Mitzvot diz o seguinte:





“Não cortarás o cabelo de vossa cabeça em redondo, e não raspareis (com navalha) vossa barba”(Vayicrá/Levítico 19:27)
לֹא תַקִּפוּ פְּאַת רֹאשְׁכֶם וְלֹא תַשְׁחִית אֵת פְּאַת זְקָנֶך






Enfim, existe judeus que usam o artifício do barbeador elétrico e formas que não se use precisamente a navalha (ainda bem, pois essa lei se aplica a homens e mulheres, e nas mulheres não é a barba, e sim os pelos do corpo, bom, melhor nem imaginar).
Já na cultura Islã, aparar, raspar ou retirar um fio que seja dos pelo faciais é um grave haram (pecado), segundo sua cultura, os “autênticos” precisam se diferenciar dos descrentes (kuffar). Os textos mulçumanos proíbem cortar a barba, pois assim foi revelado por Umar, mensageiro direto de Allah. E vale ressaltar que a diferenciação entre as culturas era principalmente para a separação na distinção entre judeus e cristãos.


Em nossa cultura ocidental (e hoje em grande parte do mundo) seguimos o modelo romano de aparência, ou seja, homens de cabelos curtos e barbas feitas. Um dos modelos mais adotados principalmente nas empresas, quase exigência do funcionário se manter nesse padrão, havendo até certa discriminação aos que se opõem a esse modelo.

Charles Darwin e sua longa barba.
Há uma associação entre barba e sabedoria, uma ideia muito recorrente quando observamos um senhor com longa barba e sua cor branca (para alguns pode ser apenas o Papai Noel também). Mas acredito que essa associação se dê pelo quando número de deuses (nórdicos, romanos e gregos) ilustrado com sua grande barba e seu imenso poder, e também pelo fator da velhice ser consideração o maior momento de maturidade de um Homem.





Atualmente com o mundo globalizado e centenas de tabus já eliminados (pelo menos para a maioria de nós), a barba passa a ser apenas uma questão de gosto e estética. A paixão pelo uso da barba vai além da compreensão de muitos, mas nos Estados Unidos existe um campeonato de barba, que paga 500 euros pela melhor barba, e se segue em cinco categorias, desde a mais comprida a com mais estilo. Confira esse pequeno vídeo no site: 




E não podendo faltar (obvio), a opinião feminina a respeito de nossas caras peludas. Para o desgosto de muitos colegas “desbarbados” por ai, a preferência entre as mulheres em sua maioria, SIM, a maioria acredita que é parte fundamental na beleza do homem.
Segundo pesquisa realizada por um site britânico especializado, a barba é preferência entre 54% de todas as mulheres entrevistadas, mas nossas amigas gostam de barba, mas preferem as chamadas “mal-feitas” ou “por-fazer” sendo eleito como exemplo o estilo que utiliza-se o jogador David Beckham. E nessa mesma pesquisa, Beckham só perdeu para Johnny Depp, que com seu cavanhaque, ficou com 41% do gosto total de todas “las chicas”.

Johnny Depp e David Beckham, os "exemplos" de barbas eleito pelas mulheres.  
A barba por boa parte das mulheres entrevistas é parte integrante para a expressão da virilidade e masculinidade do homem. Dessa forma, somos os “queridinhos” das mulheres.
Podemos citar infinitos exemplos de grandes nomes barbudos (que duvido terem sido chamados de mendigos por deixarem suas barbas gigantes rs) Dalí, Chê, Einstein, Tom Selleck (também mais votado na pesquisa na categoria bigode), Freud, etc... Podemos perceber que a genialidade está muito presente na classe barbuda.


Nós, apreciadores do uso da barba, seja por promessa, estética ou mesmo pura vaidade estamos presentes na história e nas culturas do ante faces lisas. A barba sem dúvidas transcende a todos os estereótipos, tornando-se assim quase uma cultura própria em torno de seu uso.  Dessa maneira, seja qual for o uso, bigode, cavanhaque, bode, barba toda, etc, não se esqueçam, como diz a antiga frase de avó: “Honre os fios de seu bigode.” Um grande abraço, até a próxima!

Confira mais algumas fotos do livro feito por Justin James, que documenta as barbas mais estilosas:












quinta-feira, 21 de junho de 2012

Depois do Futebol... O assunto é Filme!


Fala galera,

Depois dessas duas postagens f#d!d@$ dos meus parceiros do blog, fiquei rachando a cabeça para achar algo interessante para mostrar para vocês.

Decidi falar sobre um dos filmes mais aclamados da Sessão Testosterona.
Não seus tarados, eu não vou falar sobre “Emmanuelle” e nem sobre nenhuma produção do “Brasileirinhas”, tem garotas lendo esse blog!

Vou falar da Trilogia de O Poderoso Chefão...



  
O Poderoso Chefão (The Godfather, título original em inglês) é uma das trilogias mais clássicas do cinema. Dirigido por Francis Ford Coppola, o título é um dos mais celebrados pelos amantes do cinema de todas as idades.
A adaptação do romance homônimo de Mario Puzo conta a história da família de mafiosos, Corleone. Depois do primeiro longa, lançado em 1972,  vieram outras duas sequências.


O Poderoso Chefão
 
Lançado em 1972, o filme começa no casamento de Connie (Talia Shire), filha de “Don” Vito Corleone (Marlon Brando). Algum tempo depois, Vito se mostra contra os negócios da família Tattaglia. Na guerra entre as famílias, muitos morrem. Don Corleone é baleado, mas sobrevive. O caçula, Michael (Al Pacino), se envolve nos negócios da família e foge para a Sicília, onde se casa. Sonny (James Caan), o filho mais velho, é assassinado, e Michael sofre um atentado e sua esposa morre. Vito sai do comando da família, Michael assume seu lugar e casa com a antiga namorada, Kay (Diane Keaton).

(Título Original: The Godfather, Gênero: Drama/Policial/Suspense, Duração: 175 min., País: EUA, Direção: Francis Ford Coppola).

O Poderoso Chefão Parte II
 
Lançado em 1974, mostra Michael (Al Pacino) mais maduro, tentando expandir os negócios. Em flashback, também conta a infância e juventude de Vito Corleone (Robert DeNiro) até se tornar chefe da máfia. Voltando ao presente, Michael percebe que está cercado de inimigos, e que seu casamento está arruinado, pois Kay (Diane Keaton) não concorda com seus negócios.

(Título Original: The Godfather – Part II, Gênero: Drama/Policial/Suspense, Duração: 200 min., País: EUA, Direção: Francis Ford Coppola).

O Poderoso Chefão Parte III
 
Lançado em 1990, relembra momentos trágicos dos Corleone. Michael (Al Pacino), aos 59 anos, se sente culpado pelos acontecimentos. Seu irmão adotivo morreu. Seu casamento acabou, e ele tem a custódia dos filhos Anthony (Franc D’Ambrosio) e Mary (Sofia Coppola). Ao apoiar o filho ilegítimo de seu irmão Sonny, Vincent (Andy Garcia), Michael compra briga com um perigoso chefão da máfia. Cada vez mais, Michael luta pelos seus negócios e ao mesmo tempo mostra grande preocupação com os filhos, em especial com Mary, que se envolve com Vincent. A mente de Michael fica tão atormentada que ele sofre um ataque cardíaco.

(Título Original: The Godfather – Part III, Gênero: Drama/Policial/Suspense, Duração: 162 min., País: EUA, Direção: Francis Ford Coppola).




Uma das melhores adaptações feitas por Coppola, um elenco fora de série, os 3 filmes receberam Óscares. Não há dúvidas de que a trilogia seja uma das mais elogiadas produções do cinema.



Arrivederci...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Depois do futebol... O assunto é cerveja!


Aooo lindeza!




Bem, vamos para o meu primeiro post desse blog. E já que o nome do blog é “Depois do Futebol” nada melhor do que eu abrir a minha temporada de posts com o maior desejo de todos os homens pós um belo quebra-canela: A cerveja!

Essa loira amada e venerada por todo o território nacional, é o combustível de todas as mesas redondas, bate bolas e quaisquer conversas fiadas masculinas. Sem ela o futebol não seria o mesmo.
Mas um tema que pouco aparece nas conversas patrocinadas por essa musa (talvez até porque o tema não seja de fácil degustação) é o surgimento da mesma, tipos diferentes existentes e locais de origem de tamanhas belezuras.
Deusa Ceres


Para começar, vamos falar de sua origem. Estima-se que a cerveja seja uma das bebidas alcoólicas mais antigas do mundo. Sabe-se que sua origem se deu na mesopotâmia a pelo menos 4.000 a.C., mas existem evidencias mais antigas que datam de 6.000 anos. Surgiu de forma acidental, quando uma fermentação da massa de pão acabou produzindo um liquido alcoólico e que foi batizado de cerevisia (cerveja em português) em homenagem a deusa da agricultura Ceres, ou seja, a cerveja é sim um pão liquido, e cá entre nós, que pão!

A cerveja só foi ganhar o sabor próximo do que se tem atualmente na idade média, quando monges de conventos adicionaram o famoso lúpulo à receita original. A cerveja foi fundamental para algumas civilizações como a egípcia e a mesopotâmica. Para se ter uma idéia da importância, o Faraó Ramsés III (1184-1153 a.C) ficou conhecido como “faraó-cervejeiro” após doar, aproximadamente, um milhão de litros de cerveja das suas cervejarias aos sacerdotes do templo de Amon. Outro fato que demonstra a importância dessa bebida para essas civilizações, é o fato de leis de comercialização, fabricação e consumo constarem no Código de Hamurabi, sim, aquele mesmo da famosa lei de Talião, “olho por olho, dente por dente”.
O famoso lúpulo em seu estado natural

Nos tempos atuais são produzidos diversos tipos diferentes de cerveja, sendo as Lagers as mais consumidas do mundo, e estima-se que esse tipo de cerveja corresponda a 99% das vendas de cerveja no nosso país tropical. As Lagers são originarias da Europa central no século XIV, são cervejas de baixa fermentação ou fermentação a frio (de 6 a 12ºC), com graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%. Tem entre seus tipos mais conhecidos a Pilsener, tipo de cerveja originariamente criada no século 19 na cidade de Pilsen, região da Boêmia da República Tcheca, e que por isso muitas vezes é chamada de Pilsen ou Pils ao invés de Pilsener.

Depois de saber de tanto glamour na história dessa nossa loira de todo (ou quase todo) dia, da até  vontade de abrir uma bela Colorado (Olha a propaganda!) para me acompanhar na conclusão desse texto.  No mais, espero que se de mais importância para cervejarias artesanais, que mantém a tradição de inovar e sempre, sempre mesmo, manter a qualidade mais alta possível em suas cervejas. No mais do mais, vou me comprar uma garrafa, e lhes deixo com esse documentário feito pela Discovery sobre o tema. abraços! 




domingo, 17 de junho de 2012

Depois do futebol o assunto é... Carros!

Acho que uma das maiores paixões do brasileiro, em especial da classe masculina, os carros não podem ficar de fora de qualquer rodinha do "clube do bolinha". 

Novos, clássicos, sua potência e seu design. É, realmente carros são a paixão de pelo menos grande parte dos debates entre homens. Incrível como basta apenas um belo roncar de motores pra inspirar qualquer jovem ou senhor a desencadear uma conversa que pode se estender por horas a fio. 

Entre nós, os idealizadores desse blog, não podíamos (dentre tantos) deixar de abrir um post sobre carros, sem que falássemos dos modelos clássicos que encantam e fazem-nos se perguntar o porque saíram de linha?! Nesta linha automobilística clássica, sou obrigado a falar do meu "menino dos olhos", e esse que seria/é uma das mais belas criações da GM, o nosso querido: Opala. Que por aproximadamente 24 anos fez os olhos de muitos brasileiros brilharem e sonharem com um desses em suas mãos.

Talvez possa parecer ironia um jovem de 23 anos ter tamanha admiração por algo que foge ao seu tempo, mas enfim, as vezes aquela sensação de ter nascido na época errada se dá, e divago-me pensando que após de tanta tecnologia, algumas arquiteturas (não só no setor automobilístico, mas em vários outros âmbitos) arredondaram-se tanto, e perderam seus detalhamentos, que eram o charme de qualquer carro clássico, é ressalto antes de qualquer coisa, não são carros velhos e sim antigos, e isso faz toda a diferença.

Em uma breve história, o Opala, foi lançado pela Chevolet no Brasil no ano de 1968, na abertura do VI Salão do Automóvel. Seu modelo combinava o Opel Rekord (GM) alemão com o Opel Commodore. O mesmo passou por diversas modificações e aprimoramentos ao longo dos seus 23 anos e 5 meses de produção continua. Contava com 3 modelos distintos: Coupé (2 portas), Sedan (4 portas) e Station Wagon (2 portas).

Entre as qualidades envoltas do Opala, podemos destacar seus freios, direção e suspensão bastante equilibrados, sobretudo nos modelos à partir da década de 1980, que possuía modelos de 4 e 6 cilindros



No Brasil estima-se que durante seu processo de produção, tenha sido vendidos em torno de 1 milhão de Opalas pelo país à fora (um número razoável se pensarmos numa época em que não havia financiamento e crédito para compra de um automotor) . 

Dentre muitas coisas do Opala, podemos ressaltar que foi considerado um carro referência de bom gosto e status de "elite", muito utilizado por altos cargos do governo e por executivos importantes, entre eles, podemos destacar a trágica morte do presidente Juceslino Kubistchek, envolvendo nosso saudoso Opala.

O Opala também mostrou potência nas pistas de Stock Car. Entrou oficialmente em 1979 quando a categoria foi lançada, permanecendo até 1986. PS: Destaque era que o Opala corria com motor de 6 cilindros de 4,1 litros.
Em 1980 é lançado o famoso modelo Diplomata, que após 3 anos ganhou câmbio de 5 marchas e em 1990 também o modelo 4,1 litros na versão motor a etanol. Infelizmente, em 1992 com a abertura do mercado brasileiro para a importação de carros, a fabricação do Opala foi suspensa. 

Enfim, em uma breve história, podemos perceber que o Opala não era apenas um carro, e sim toda uma cultura por trás de sua mecânica e design. 

Hoje o Opala é alvo de colecionadores, e isso faz com que os carros em maior estado de conservação cheguem a custar mais de 50 mil reais (mais caro que muitos carros atuais), e com a imensa dificuldade de se encontrar peças originais e seu alto índice de assaltos/furtos, o seguro para um modelo desses chega ao valor de até 3 mil reais.




*Detalhes da restauração de um raro Opala Luxo, ano 1974, na cor preta pela oficina curitibana Totty Hot Toys de Curitiba-PR. Esse projeto funcionou como uma especie de laboratório para treinamento de mão especializada em muscle cars e hot rods.






sexta-feira, 15 de junho de 2012

Nos falamos aqui "Depois do Futebol"!

Fala galera!

Sejam bem-vindos! O blog "Depois do Futebol" é uma atividade didática-acadêmica da X Turma do curso de Ciências da Informação e da Documentação, na qual consiste na criação e desenvolvimento de um blog (usos de ferramentas Web 2.0). 


Aqui falaremos de maneira franca e aberta sobre todos os assuntos que nós homens gostamos. 


Ah, Mulherada... Sejam bem-vindas aqui também!